
Giral é corruptela de jirau. Palavra de origem tupi pouco conhecida em terras paulistas, é bastante comum no Norte e Nordeste do Brasil.
São muitos os usos: há jiraus que servem de camas, suporte para louças ou pia em cozinhas; sobre o fogão, suspendem carnes para serem defumadas; ao sol, secam frutas. Chama- se jirau também a armação sobre a qual se constrói casas em áreas alagadas da Amazônia, as famosas palafitas. Da etimologia tupi deduz- se o significado comum: espécie de plataforma, qualquer armação que repousa sobre forquilhas para diversos fins.
Foi da linguagem da floresta que veio a inspiração para batizar a empresa, já que foram amazônicas nossas primeiras experiências. Lembramos de um jirau muito comum e significativo nas comunidades ribeirinhas da região: o jirau de ervas. Situado no quintal, próximo à cozinha, o canteiro muitas vezes é feito dentro de uma canoa. Suspensa, para não sofrer ataques de galinhas e outros bichos.
No canteiro em jirau encontram-se várias dimensões da vida doméstica e social da famÃlia - ali estão ingredientes para preparo de remédios, rituais religiosos, alimentos, higiene e limpeza. Para nós, representa a importância de enxergar as pessoas e suas culturas como um todo, de forma ampla e sistêmica, para construir processos de transformação que sejam verdadeiros e permanentes.
Nos encantamos também pela imagem de canteiro, viveiro, espaço de cultivo da vida, de semeadura, de florescimento. São metáforas que bem traduzem nossa visão de mundo e os serviços que oferecemos.
Essa é a essência da Giral: ser um suporte para a germinação e desenvolvimento de novas idéias.